O SONHO ACABOU
Nossa casa era velha e feia por dentro.
From Teofilo Otoni to New York, I talk about shopping, food, traveling and all the superficial things of life.
Você tem que queimar alguns neurônios para entender as associações existentes em "Passion", filme sobre arte, amor e trabalho de Jean-Luc Godard. Temos aqui um filme dentro de um filme, em que ele conta a história de um cineasta (Jerzy) que está filmando sobre Goya, Delacroix e Rembrandt. Acusado de não ter uma história (Jerzy ou Godard, it´s up to you), ele enfrenta problemas com seu produtor e está obcecado por duas mulheres: Hanna, uma aristocrata cujo marido é dono de uma fábrica, e Isabelle, operária da tal fábrica. Só num filme dele uma operária tem um caso com um cineasta cabeça. Mesmo vanguarda e com momentos engraçadíssimos, Godard é demais pra mim.***
Serviço:
Passion (Passion)
Produção: França/Suíça, 1982
Direção: Jean-Luc Godard
Com: Isabelle Huppert, Hanna Schygulla
Serviço:
Passion (Passion)
Produção: França/Suíça, 1982
Direção: Jean-Luc Godard
Com: Isabelle Huppert, Hanna Schygulla
TRILHA SONORA DO DIA
People Are Strange
Densmore-Krieger-Manzarek-Morrison)
People are strange, when you're a stranger
Faces look ugly when you're alone
People seem wicked, when you're unwanted
Streets are uneven, when you're down
When you're strange- faces come out of the rain (rain, rain)
When you're strange- no one remembers your name
When you're strange, when you're strange, when you're str-ange
People Are Strange
Densmore-Krieger-Manzarek-Morrison)
People are strange, when you're a stranger
Faces look ugly when you're alone
People seem wicked, when you're unwanted
Streets are uneven, when you're down
When you're strange- faces come out of the rain (rain, rain)
When you're strange- no one remembers your name
When you're strange, when you're strange, when you're str-ange
CARTA DO TREINADOR DA SELEÇÃO BRASILEIRA DE TRIATLO, MARCOS PAULO REIS, A SEUS ALUNINHOS NO BRASIL
Depois de 14 dias de treinamentos em Portugal, hoje estaremos chegando finalmente em Atenas. O desafio é grande, você que já participou de uma prova, que já tentou superar sua marca sabe o quanto é difícil e doloroso conquistar um objetivo. A diferença aqui é o nível dos atletas, é a dedicação exclusiva, 100% do tempo só para treinar, se dedicar integralmente ao esporte com uma dose de talento e apoio.
Nesse período de treinamentos foi possível finalizar a preparação. Na parte física ?afinar? alguns detalhes, na parte psicológica estudar profundamente a melhor estratégia de prova, explorando as qualidades individuais, sua relação com o percurso e os últimos resultados obtidos em treinos e provas.
Agora estamos chegando na Vila Olímpica, vamos realmente entrar no ritmo da Olimpíada. É o momento de sentir aquele frio na ?barriga?, de sentir azia, dores estomacais, dormir bem é quase impossível. Mas é o momento de mentalizar toda prova, de ficar cada dia mais concentrado e confiante, pois parte do nosso sonho é realidade e a vitória é o nosso grande objetivo.
Para todos que vivem meu dia-a-dia, sabem que conquistar bons resultados só é possível com muita dedicação, muito esforço, persistência e superação. Faz parte da vida de um vencedor acordar cedo, sentir e superar a dor, passar frio e calor, controlar a alimentação, deixar de ter vida social, deixar a família e dedicar tempo em busca do equilíbrio corporal e mental. Parte dessa disciplina passamos para você através das planilhas, das nossas conversas, reuniões, palestras, treinos e nas provas em que o acompanhamos. Mas agora é o momento de nos compararmos com os melhores do mundo, com os maiores atletas do esporte na atualidade.
Resultados de medalhas? Difícil dizer, mas com certeza estamos buscando mais energia e vigor a cada treino para chegar com tudo no dia da prova. Toda essa dedicação só foi possível em função dos nossos patrocinadores, que investiram ao longo desses oito anos, confiando e apostando no nosso atleta, no nosso talento.
É o momento de colocarmos no esporte a esperança de que somos capazes de construir um país melhor, de que podemos vencer as dificuldades, de que podemos construir atletas e que a medalha é uma conquista possível.
Um abraço,
Marcos Paulo Reis
Depois de 14 dias de treinamentos em Portugal, hoje estaremos chegando finalmente em Atenas. O desafio é grande, você que já participou de uma prova, que já tentou superar sua marca sabe o quanto é difícil e doloroso conquistar um objetivo. A diferença aqui é o nível dos atletas, é a dedicação exclusiva, 100% do tempo só para treinar, se dedicar integralmente ao esporte com uma dose de talento e apoio.
Nesse período de treinamentos foi possível finalizar a preparação. Na parte física ?afinar? alguns detalhes, na parte psicológica estudar profundamente a melhor estratégia de prova, explorando as qualidades individuais, sua relação com o percurso e os últimos resultados obtidos em treinos e provas.
Agora estamos chegando na Vila Olímpica, vamos realmente entrar no ritmo da Olimpíada. É o momento de sentir aquele frio na ?barriga?, de sentir azia, dores estomacais, dormir bem é quase impossível. Mas é o momento de mentalizar toda prova, de ficar cada dia mais concentrado e confiante, pois parte do nosso sonho é realidade e a vitória é o nosso grande objetivo.
Para todos que vivem meu dia-a-dia, sabem que conquistar bons resultados só é possível com muita dedicação, muito esforço, persistência e superação. Faz parte da vida de um vencedor acordar cedo, sentir e superar a dor, passar frio e calor, controlar a alimentação, deixar de ter vida social, deixar a família e dedicar tempo em busca do equilíbrio corporal e mental. Parte dessa disciplina passamos para você através das planilhas, das nossas conversas, reuniões, palestras, treinos e nas provas em que o acompanhamos. Mas agora é o momento de nos compararmos com os melhores do mundo, com os maiores atletas do esporte na atualidade.
Resultados de medalhas? Difícil dizer, mas com certeza estamos buscando mais energia e vigor a cada treino para chegar com tudo no dia da prova. Toda essa dedicação só foi possível em função dos nossos patrocinadores, que investiram ao longo desses oito anos, confiando e apostando no nosso atleta, no nosso talento.
É o momento de colocarmos no esporte a esperança de que somos capazes de construir um país melhor, de que podemos vencer as dificuldades, de que podemos construir atletas e que a medalha é uma conquista possível.
Um abraço,
Marcos Paulo Reis
Passei o fim-de-semana no Grande Hotel Águas de São Pedro. Namorado foi mais uma vez dar palestras num evento de TI e, abajur eficiente, fui junto. Lá fiquei me divertindo com Gi, Rafa e Marcelinho (o adorável e calado moço com quem ela vai se casar). Mesmo lá sendo um hotel de velhinhos, que bebem água sulfurosa em busca da juventude, tudo é muito bonito e bem-cuidado. Tomei muito vinho, muito sol e comi como um peão de obras. A feijoada, o sorvete de côco, o linguadinho grelhado... tudo maravilhoso.
Eu adoro me mudar. Embora sempre diga o contrário. Dia destes o Albano disse a frase: eu queria morar numa casa. "Eu também!", gritei excitadíssima. Esquecemos o assunto, pois mudar dá muito trabalho e bem ou mal estamos muito satisfeitos naquele apê. Só que hoje eu passei em frente a uma casa ma-ra-vi-lho-sa na tranquila rua Chilon, aqui na Vila Olimpia. Liguei na imobiliaria: 3 qtos + 1 sotao com banheiro no segundo andar, 2 vagas, 2 salas, 1 cozinha, dependencia de empregada e varanda. E esta maravilha está a 400 metros do meu trabalho! Tô tendo um feeling que muito em breve estaremos de mudança para uma casinha, onde faremos um almoço-feijoada de inauguração com roda de samba, malandro jogando capoeira e tudo o mais que só os sortudos donos de um quintal têm.
"Super Size Me" é inspirado no sucesso de Michael Moore. O diretor é também ator e tem uma tese a provar: o Mac Donald´s é o maior responsável pelo crescimento da obesidade nos EUA, faz mal à saúde e pode afetar até seu desempenho sexual. Ele não é tão engraçado quanto o Moore, mas é mais sincero e menos chato. Simpático, não tira sarro das atendentes da lanchonete -como faria Moore- nem subestima a inteligência dos entrevistados. Só não entendi porque minha rejeição (grande, aliás) não aumentou. Saí da sessão com uma puta vontade de comer um sanduíche e meio quilo de fritas.
No estoy haciendo nada en la vida a no ser actualizar el sítio de deportes y juegos olimpicos. Estoy hablando en espanol porque mi cabeza no quiere pensar en portugues, una vez que hablo con un ingeniero chicano durante todo el día. Él es un tío 'caxias', que me aburre con muchísimas preguntas, dáme trabajo y sólo quiere hablar en inglés. No le dejo. Que es eso amigo mío, le digo. No podemos dejar que ellos -estes americanos terribles y estupidos- manejen el mundo como lo hacen.

Hoje também bati meu recorde. Tá achando o quê. AlexPhelpa aqui nadou 1700 metros na aulinha. Estamos progredino.
Posted by Hello
E não é que eu sei fazer polenta? Ela ficou tipo assim, a melhor do mundo. Tá, eu sei que fazer polenta é fácil. Você abre o pacote de "kipolenta" e vai jogando devagarinho em água quente com óleo e sal. Mas podem acontecer momentos de desespero, tal como ela empelotar inteira. Daí, é preciso talento para salvá-la. Ou um liquidificador à mão.
Não vai ser uma lombriguinha de nada que vai me derrubar. Acordei às nove, derrubei a moto do Albano no carro do vizinho (arranhou muito, tô esperando ele tocar lá em casa) e fui direto à USP, onde corri 6km e pedalei 25kg. Tudo igual à semana passada, raia cheia de gente, Cicarella bocuda e maravilhosa pedalando horrores e o Epperlindo com shortinho colado. Agora tô aqui no trampoooo -como dizem os mano paulista- dando um gás.
Eu estava ali morrendo e ninguém sentiu minha falta. Na verdade, eu tive um encontro muito particular com uma amiga, dona Salmonella. Conheci-a no sábado passado, naquelas frescas ostras que comi no Le Vin. Paixão à primeira vista, me deixou prostrada na cama, requerendo atenção total. Resultado: menos 1 kg! Melhor que Lapinha.
Um dos passatempos prediletos meu e do Josi é conversarmos sobre o meu casamento. Ele é contra este santo sacramento e diz que NUNQUINHA da silva colocaria os pés numa igreja para ser abençoado por esta instituição corrupta e arcaica. Portanto, se algum dia eu quiser me casar (como quero), ele já me mandou arrumar um marido e se compromete a pagar um vestido Marie Toscano (meu sonho) e participar na lua-de-mel. O moço ainda acredita que nós, mulheres, temos já tudo traçado em nossas mentes pérfidas. E, eles, os pobres homens, seriam mero detalhe a ser arranjado, assim como o bufê e as flores do altar.
Porque eu odeio o Michael Moore:
_Moore é maniqueísta, simplório e cínico.
_Moore não é tão inteligente nem Bush tão burro.
_Moore é desonesto e demagógico. Um grande achado é o vídeo em que Bush fica parado na escola, sem saber o que fazer. Desonesto é o off em que faz elucubrações sobre pensamentos do presidente durante estes minutos patéticos.
_Moore elege os bons e os maus, sejam homens ou países. Arábia Saudita is bad, Iraque is good (!!!)
_Moore critica o fato de Bush tirar muitas férias. Numa das cenas, ele está acompanhado de Tony Blair. Que eu saiba, encontros com outros governantes não podem ser considerados assim ótimos dias de folga.
_Moore tira as cenas de seu contexto original (por exemplo, Bush jogando golfe) e intercala no filme de uma maneira que ele pareça ridículo. Disonesto, disonesto, disonesto. Se o presidente está falando com jornalistas num campo de golfe, o que se pode esperar dele? Porra, que ele dê uma tacada.
_Moore leva mãe de um soldado morto para chorar em frente à Casa Branca. Vocês já viram cena semelhante no "Cidade Alerta" ou qualquer outro programa mundo cão.
_Moore é maniqueísta, simplório e cínico.
_Moore não é tão inteligente nem Bush tão burro.
_Moore é desonesto e demagógico. Um grande achado é o vídeo em que Bush fica parado na escola, sem saber o que fazer. Desonesto é o off em que faz elucubrações sobre pensamentos do presidente durante estes minutos patéticos.
_Moore elege os bons e os maus, sejam homens ou países. Arábia Saudita is bad, Iraque is good (!!!)
_Moore critica o fato de Bush tirar muitas férias. Numa das cenas, ele está acompanhado de Tony Blair. Que eu saiba, encontros com outros governantes não podem ser considerados assim ótimos dias de folga.
_Moore tira as cenas de seu contexto original (por exemplo, Bush jogando golfe) e intercala no filme de uma maneira que ele pareça ridículo. Disonesto, disonesto, disonesto. Se o presidente está falando com jornalistas num campo de golfe, o que se pode esperar dele? Porra, que ele dê uma tacada.
_Moore leva mãe de um soldado morto para chorar em frente à Casa Branca. Vocês já viram cena semelhante no "Cidade Alerta" ou qualquer outro programa mundo cão.
Meu primeiro três estrelas foi aqui mesmo, ao lado da fétida Marginal Pinheiros. O cozinheiro era o Christian Le Squer, do Ledoyen de Paris, que estava aqui comandando um jantar de seis pratos no Eau:
1) polpa de tomate com sorvete de mostarda em grãos - o melhor, embora tão estranho. A polpa refrescante de tomate, com zero acidez, combinava bastante com o sorvetinho crocante.
2) ostras mornas com molho de manteiga salgada e chantilly de ostras - o segundo melhor prato, com ostras gordinhas de Santa Catarina.
3) filé de robalo braseado, emulsão de batatas trufadas - o peixe estava duro e fibroso, mas as batatas foram uma das melhores da minha vida.
4) leitão assado com especiarias, gnhoci e tomate confit - prato fracasso. Carne gordurosa, dura, com pouco sabor e acompanhamentos estranhos.
5) seleção de queijos frescos - não sei porque usaram o plural, já que era um queijinho só. Que pena, o jantar está acabando.
6) crosti-fondant de chocolate e framboesa morno - sobremesa básica, fácil e deliciosa. Afinal, chocolate amargo com fruta cítrica nunca é ruim.
1) polpa de tomate com sorvete de mostarda em grãos - o melhor, embora tão estranho. A polpa refrescante de tomate, com zero acidez, combinava bastante com o sorvetinho crocante.
2) ostras mornas com molho de manteiga salgada e chantilly de ostras - o segundo melhor prato, com ostras gordinhas de Santa Catarina.
3) filé de robalo braseado, emulsão de batatas trufadas - o peixe estava duro e fibroso, mas as batatas foram uma das melhores da minha vida.
4) leitão assado com especiarias, gnhoci e tomate confit - prato fracasso. Carne gordurosa, dura, com pouco sabor e acompanhamentos estranhos.
5) seleção de queijos frescos - não sei porque usaram o plural, já que era um queijinho só. Que pena, o jantar está acabando.
6) crosti-fondant de chocolate e framboesa morno - sobremesa básica, fácil e deliciosa. Afinal, chocolate amargo com fruta cítrica nunca é ruim.
Sábado espetacular
Acordei cedinho, corri e andei de bike na USP até 13h. Em seguida comprei uma bolsinha fofa na Emporio Naka e fui comer ostras com namorado no Le Vin Bistrô. Nem o boeuf bourguignon queimado me afetou. Mesmo com sono e empanturrados fomos ver o novo filme do Charlie Kaufman (Eternal Sunshine of the Spotless Mind), o único roteirista que faz com que a gente nem saiba o nome do diretor. Duas horas de descanso em casa e eu fui provar a comida do primeiro três estrelas da minha vida (post à parte) no Hyatt, onde dormi até o domingo seguinte. Eu sou pobre por acidente de percurso. Adoro um hotelzinho chique.
Acordei cedinho, corri e andei de bike na USP até 13h. Em seguida comprei uma bolsinha fofa na Emporio Naka e fui comer ostras com namorado no Le Vin Bistrô. Nem o boeuf bourguignon queimado me afetou. Mesmo com sono e empanturrados fomos ver o novo filme do Charlie Kaufman (Eternal Sunshine of the Spotless Mind), o único roteirista que faz com que a gente nem saiba o nome do diretor. Duas horas de descanso em casa e eu fui provar a comida do primeiro três estrelas da minha vida (post à parte) no Hyatt, onde dormi até o domingo seguinte. Eu sou pobre por acidente de percurso. Adoro um hotelzinho chique.
Últimos restaurantes
Domingão, dia de pizza, terminou com uma visita ao Tanaka, onde namorado e eu dividimos um combinado convencional. Instalado numa rua residencial em Moema, o restaurante é pequeno e feioso. A diferença está na boa qualidade e corte do peixe. Na contramão de outros japoneses da cidade, o sushi tem mais peixe que arroz e não se limita à oferta de salmão e atum. Média de R$ 100 para duas pessoas.
Vicolo Nostro era um restaurante que sempre quis conhecer. Já vira fotos de sua entrada de tijolos, parecendo uma vilinha. Almocei lá ontem e foi supreendente gostoso. No cardápio, bem uma dúzia de pratos me apeteceram. Fui de menu do almoço, a R$ 38. De entrada, correta saladinha verde com excesso de parmesão e depois uma saborosa polenta com queijo coberta por molho de tomates e grossas fatias de frango. Para acompanhar, uma taça de do mendocino Rosso del Vicolo.
Hoje almocei com os menino da firma no Piero, um aqui pertinho da Bandeirantes, não o original (que fica na Haddock Lobo). Eles foram de massa recheada e molho de carne. Tinham a mesma aparência: de salgados, cozidos demais e molho pegajoso. Eu tomei a sopa da casa, feita de carne moída e legumes. O malbec argentino que pedimos estava mais gelado do que deveria, mas serviu para me deixar lerdinha durante toda a tarde.
Serviço:
Tanaka
Avenida Juriti, 324
Moema - Zona Sul -
Tel: 5051-2731
Vicolo Nostro
Rua Jataituba, 29 Brooklin
Tel.: 5561.5287
Piero
R. Ponta Delgada, 76 Vila Olímpia
Tel.: 3845.8300
Serviço:
Tanaka
Avenida Juriti, 324
Moema - Zona Sul -
Tel: 5051-2731
Vicolo Nostro
Rua Jataituba, 29 Brooklin
Tel.: 5561.5287
Piero
R. Ponta Delgada, 76 Vila Olímpia
Tel.: 3845.8300
20h53 - Ainda não fui embora por pura falta de preguiça. Adoraria que viessem me buscar. De preferência um motorista, que chegando em casa se transformaria num mordomo, tiraria minha roupa, faria massagem nos meus pés e iria até a cozinha ver se cozinheira (quem tem motorista tem cozinheira, oras) já tinha acabado de fazer meu consomê.

Minha irmazinha caçula toma café na cozinha. Ela é magra, alta, peituda e insuportavelmente irritante. Tipo kelly assim.
Posted by Hello

Eu, cozinheira de mão cheia, fiz saladinha e frango à mineira da Ofélia (cozido em molho de tomates, pimentão vermelho, cebola e ervilha).
Posted by Hello

Meu sobrinho brigadeiro bate papo com o avô (meu papai, que come de colher, sentado no sofá uma farofinha com os restos do almoço).
Posted by Hello
Uma noite de sexo perfeita não precisa de jantar à luz de velas, incenso ou luz vermelha. Basta você, o amante perfeito e o chão. Embora eu seja do tipo que prefere uma king size com lençóis de centenas de fios egípcios (diz o namorado que é o melhor lençol que tem no mundo), contento-me com um edredon da Zêlo sobre o chão frio se o rapaz se mostrar competente na arte. Bom, ele deve se mostrar animado e disposto a fazer todos os movimentos. Isso inclui me arrastar, me virar do avesso, levantar, empurrar na parede. Se, durante a pegação ele quiser me puxar os cabelos, me arranhar, dar palmadinhas será quase sempre bem-vindo, desde que saiba fazê-lo. . Sim, nem todos o sabem.

Eu, o Leo (irmão gato do Gbraz) e Dani (a namoradíssima dele) em longo vermelho. Veja mais fotos do baile aqui.
Posted by Hello
Em casamento de pobre, convida-se Deus e o mundo para a cerimônia na igreja. Ao final, distribuem um bombomzinho de uva na porta para a massa e alguns são chamados à festa em algum bufê de quinta pelo qual pagaram uma fortuna para seu padrões.
Já em casamento de rico, que pode pagar Veuve Clicquot para todo mundo...
"Foi concorrido o casamento de Rogerio Fasano e Ana Luiza Joma (acima com o pai dele, Fabrizio), sábado em SP: somente cem dos mil convidados para a festa foram à capela onde aconteceu a cerimônia; a noiva entrou na igreja ao som de "Era Uma Vez na América", já que cinema era o tema escolhido para a noite" by Mônica Bergamo.
Já em casamento de rico, que pode pagar Veuve Clicquot para todo mundo...
"Foi concorrido o casamento de Rogerio Fasano e Ana Luiza Joma (acima com o pai dele, Fabrizio), sábado em SP: somente cem dos mil convidados para a festa foram à capela onde aconteceu a cerimônia; a noiva entrou na igreja ao som de "Era Uma Vez na América", já que cinema era o tema escolhido para a noite" by Mônica Bergamo.
Para fazer a sopa abaixo, eu paguei R$ 8 por 6 tomates num empório perto da ponte Cidade Jardim. É o único lugar onde posso parar para comprar hortifrutigranjeiros num raio de 7km até minha casa. Eles trazem tudo limpinho e embaladinho só para te cobrarem a mais. Sob o cartaz ORGÂNICO, pés de alface chegam a custar R$ 2,5. É por isso que nós acabamos tendo que encher a pança de arroz e macarrão.
Depois que voltei da Lapinha, só vou fazer refeições leves à noite, como recomendam. Ontem fiz um creminho de tomates (Cyberdiet), que tomei com uma taça de vinho sul-africano. À mesa, eu e Albaninho discutíamos sobre as escolhas alheias.
Ingredientes
- 3 colheres (sopa) de azeite
- 1 cebola grande e picada
- 8 tomates picados com pele e sementes, firmes e bem vermelhos
- 1 talo de alho-poró
- 2 xícaras (chá) de água
- 2 ramos de manjericão
- ervas aromáticas diversas (colocar amarradas para depois retirar)
- sal e orégano a gosto
- 2 xícaras (chá) de leite
- 5 colheres (sopa) de farinha de trigo
- 200 g de catupiry ou requeijão cremoso
Modo de preparo
Fritar a cebola no azeite e colocar os tomates, o alho-poró, a água, o manjericão, as ervas aromáticas, o sal e o orégano. Deixar no fogo até formar um tipo de molho tomate. Tirar o manjericão e as ervas aromáticas, liquidificar tudo e peneirar. Levar novamente ao fogo e jogar a farinha diluída no leite e por último o catupiry ou o requeijão cremoso.

Mônica, Josi, eu e Ian, do Echo & The Bunnymen. Como vocês podem perceber, eu não tiro esta blusinha preta nem pra tomar banho.
Posted by Hello
As "novas" crianças
Camila é minha prima segunda, por parte de mãe. Tem 10 anos e mora em Padre Paraíso, uma cidade paupérrima no início do Vale do Jequitinhonha. Ao me ver chegando com um notebook na mão, exclamou: "Tenho internet lá em casa, mas não tenho e-mail". Criei para ela uma conta no Yahoo! e, mais surpresa eu fiquei ao vê-la mexendo no touch pad como se tivesse feito isso a vida inteira.
Mais tarde, fomos à Livraria Leitura, pois prometi comprar-lhe um livro. À frente de todos, os lustrosos exemplares de Harry Potter. "Eu quero!", gritou. "Aluguei o DVD do primeiro, então quero ler o segundo". Fui ao caixa, paguei e fomos embora. Eu estou mesmo ficando velha.
Camila é minha prima segunda, por parte de mãe. Tem 10 anos e mora em Padre Paraíso, uma cidade paupérrima no início do Vale do Jequitinhonha. Ao me ver chegando com um notebook na mão, exclamou: "Tenho internet lá em casa, mas não tenho e-mail". Criei para ela uma conta no Yahoo! e, mais surpresa eu fiquei ao vê-la mexendo no touch pad como se tivesse feito isso a vida inteira.
Mais tarde, fomos à Livraria Leitura, pois prometi comprar-lhe um livro. À frente de todos, os lustrosos exemplares de Harry Potter. "Eu quero!", gritou. "Aluguei o DVD do primeiro, então quero ler o segundo". Fui ao caixa, paguei e fomos embora. Eu estou mesmo ficando velha.
Saí do spa 2,5kg mais magra e fui para um processo rápido de engorda na casa da mamãe, em BH. Cheguei sexta de manhã e já fui para o shopping em busca de um vestido preto básico para a formatura de Aline. De lá, direto pro L´Equipe para amansar a juba. Vi que realmente sou amiga da minha amiga. Colação é uma coisa insuportável. Aviso aos próximos que se formarem: não me esperem lá.
Todo sacríficio tem uma recompensa. O baile no dia seguinte, na Serraria Souza Pinto, foi ma-ra-vi-lho-so. Fiquei só no Black Label, aguinha e Engov. Fofocas não posso contar. Cabeludas demais para um blog de família, como este.
Todo sacríficio tem uma recompensa. O baile no dia seguinte, na Serraria Souza Pinto, foi ma-ra-vi-lho-so. Fiquei só no Black Label, aguinha e Engov. Fofocas não posso contar. Cabeludas demais para um blog de família, como este.
"O que se cala é muito mais importante do que o que se escreve"
Simone de Beauvoir
Em "A Mulher Desiludida", Simone de Beauvoir revela o diário de uma decepcionada com as escolhas de seu filho, uma divorciada cuja filha se mata e, uma dona-de-casa que descobre ser traída pelo marido. Em todas elas, a decepção de ver que nada saiu como o planejado em suas vidas. Nunca foram realmente compreendidas e já não são amadas. Contam, à meia idade, apenas com elas mesmas. Mulheres que fracassam em seus projetos de vidas são mais comuns que os homens. Por que será? Colocamos nossa felicidade demais no outro? Eu, que ainda não tenho 40 anos, como as mulheres do livro, já sou desiludida há um certo tempo. Creio que é impossível que um homem e uma mulher convivam bem por muito tempo. Primeiro, pequenos atritos e mágoas, depois a falta do toque e do afeto até o fim completo do amor que um dia, ilusionadamente, acreditaram ter.
Simone de Beauvoir
Em "A Mulher Desiludida", Simone de Beauvoir revela o diário de uma decepcionada com as escolhas de seu filho, uma divorciada cuja filha se mata e, uma dona-de-casa que descobre ser traída pelo marido. Em todas elas, a decepção de ver que nada saiu como o planejado em suas vidas. Nunca foram realmente compreendidas e já não são amadas. Contam, à meia idade, apenas com elas mesmas. Mulheres que fracassam em seus projetos de vidas são mais comuns que os homens. Por que será? Colocamos nossa felicidade demais no outro? Eu, que ainda não tenho 40 anos, como as mulheres do livro, já sou desiludida há um certo tempo. Creio que é impossível que um homem e uma mulher convivam bem por muito tempo. Primeiro, pequenos atritos e mágoas, depois a falta do toque e do afeto até o fim completo do amor que um dia, ilusionadamente
Sabe que já não sinto tanta fome quanto antes? Hoje tomei suco de ameixa no café, saladinha e legumes no almoço e minestrone no jantar. O problema aqui é a falta do que fazer, pois não tem academia, só uma caminhada às 6h30 e hidroginástica de velhinhas. Amanhã é meu penúltimo dia, vou aproveitar para tomar bastante sol e terminar de ler "A Mulher Desiludida", de Simone de Beauvoir.
Meu primeiro dia inteiro aqui está sendo terrível. No café-da-manhã, suco de banana. E só. Agora no almoço, suco de manga e uns grãos e molhinho de iogurte que roubei do prato de Josi. Juro por tudo que é mais sagrado que levarei uma vida frugal em São Paulo a fim de que eu nunca mais pese 60 kg e precise vir para um lugar tão terrível como este.
Dura vida
Aqui não é o Sete Voltas, onde você segue a dieta que lhe der na telha e, pede até um misto quente no bar quando a coisa aperta. "Qual seu objetivo"?, perguntou o médico alto, de bigodes e olhar severo. "Emagrecer MUITO, é claro", retruquei. "Então pelo menos dois dias inteiros, vai ter que ser só liquido, caminhadas pela manhã, muita água, muito chá e repouso.", dizia pacientemente ante minha cara assustada.
Portanto, meus caros, meu jantar _pontualmente às 18h, que isso aqui é um quartel_ foi uma leve sopa de espinafre com três cogumelozinhos encima. Confesso, roubei meia fatia de queijo, uma colher de mel e um naquinho minúsculo de pão do Josi, que está fazendo uma dieta abastadíssima de 2200 cal. contra a minha, de apenas 400.
PS: Cheguei e fui tomar um banho de sol. Ressonava quando um grupo de mulheres chegou e me espreitava lá da piscina da hidro. "Quem é aquela magra que está ali.. ai que horror!", disseram. Em terra de cego, quem tem um olho é rei.
Aqui não é o Sete Voltas, onde você segue a dieta que lhe der na telha e, pede até um misto quente no bar quando a coisa aperta. "Qual seu objetivo"?, perguntou o médico alto, de bigodes e olhar severo. "Emagrecer MUITO, é claro", retruquei. "Então pelo menos dois dias inteiros, vai ter que ser só liquido, caminhadas pela manhã, muita água, muito chá e repouso.", dizia pacientemente ante minha cara assustada.
Portanto, meus caros, meu jantar _pontualmente às 18h, que isso aqui é um quartel_ foi uma leve sopa de espinafre com três cogumelozinhos encima. Confesso, roubei meia fatia de queijo, uma colher de mel e um naquinho minúsculo de pão do Josi, que está fazendo uma dieta abastadíssima de 2200 cal. contra a minha, de apenas 400.
PS: Cheguei e fui tomar um banho de sol. Ressonava quando um grupo de mulheres chegou e me espreitava lá da piscina da hidro. "Quem é aquela magra que está ali.. ai que horror!", disseram. Em terra de cego, quem tem um olho é rei.
Contei pra vocês que tirei uma semaninha de férias e em vez de ir para NY, Paris ou mesmo Teófilo Otoni eu vou para um spa vegetariano lá na puta que o parió? Pois, quem tem dificuldades de entrar em calça mesmo na posição horizontal há de entender-me.
Executívissima da firma, Giedre contratou namos para dar uma palestra enogastronômica num chiquérrimo summit no Casagrande Spa & Hotel, do Guarujá. Enquanto ele trabalhava embebedando as pessoas, nós ríamos horrores das dezenas de CIOs horríveis que agregam valor a estes eventos. Entre eu e Rafaella, sua criada nipo-italiana, rolou uma sinergia já prevista. Desde que o mundo é mundo, peruas sempre se aproximam de travecos. Bom, eu que sou apenas uma acompanhante de palestrista, pude refestelar-me na areia e perder um pouco desta palidez de escritório que tomou conta de minha tez, outrora cor de jambo.
Eu consumista
Saí hoje para comprar um vestido para a formatura da Aline na Raya de Goye. Chegando lá, vestido não havia. Mas, estavam liquidando tudo com 50% (só assim é possivel eu conseguir levar alguma coisa). Claro que não saí de mãos abanando mesmo estando completamente na pobreza. Comprei um moletom marrom, uma camisetinha preta e um micro-saia rodadinha azul claro. Confesso que só comprei a mini porque sempre via a Fernanda de Goye (uma das donas e estilista da marca) nos lugares com camisa, mini e bota baixinha. Ela fica um charme vestida assim.
Ela é a loira linda acima
Eu 'gourmet'
Fomos ontem com Giedre e Ruy, um CIO simpático amigo dela e de Josi, no Julia Cocina. De entrada, ostras frescas com prosecco (péssimo pedido para um dia tão frio) e depois um cherne com rúcula, tomates e a mais gostosa fatia de abóbora que já comi fora de Minas. Para beber, Doña Paula Merlot. No mais, bisbilhotamos toda a vida pregressa dos cinquentões à mesa.
Eu reclamona
Como anda fazendo frio.
Como tenho preguiça de levantar, de vir ao trabalho, de correr, de mudar de roupa, de viver.
Como não emagreci um quilo nos últimos dez regimes
Como meus pais brigam
Como sempre me falta dinheiro
Como os meninos nunca tiram as roupas passadas do escritório
Como eu nunca acho nada bom
Saí hoje para comprar um vestido para a formatura da Aline na Raya de Goye. Chegando lá, vestido não havia. Mas, estavam liquidando tudo com 50% (só assim é possivel eu conseguir levar alguma coisa). Claro que não saí de mãos abanando mesmo estando completamente na pobreza. Comprei um moletom marrom, uma camisetinha preta e um micro-saia rodadinha azul claro. Confesso que só comprei a mini porque sempre via a Fernanda de Goye (uma das donas e estilista da marca) nos lugares com camisa, mini e bota baixinha. Ela fica um charme vestida assim.
Ela é a loira linda acima
Eu 'gourmet'
Fomos ontem com Giedre e Ruy, um CIO simpático amigo dela e de Josi, no Julia Cocina. De entrada, ostras frescas com prosecco (péssimo pedido para um dia tão frio) e depois um cherne com rúcula, tomates e a mais gostosa fatia de abóbora que já comi fora de Minas. Para beber, Doña Paula Merlot. No mais, bisbilhotamos toda a vida pregressa dos cinquentões à mesa.
Eu reclamona
Como anda fazendo frio.
Como tenho preguiça de levantar, de vir ao trabalho, de correr, de mudar de roupa, de viver.
Como não emagreci um quilo nos últimos dez regimes
Como meus pais brigam
Como sempre me falta dinheiro
Como os meninos nunca tiram as roupas passadas do escritório
Como eu nunca acho nada bom
São Paulo tem umas coisas engraçadas. Você não entende porque alguns lugares e coisas fazem sucesso. Peguemos o Santa Gula, na Vila Madalena. Você chega num sábado à noite e tem sempre 40 minutos de fila de espera, é caro e a comida não é ótima. Há algumas semanas resolvi ir no afamado De La Guarda com minha amiga Sônia, que tinha duas cortesias. É inacreditável que alguém em sã consciência pague R$ 100 da entrada + R$ 15 do estacionamento para ver aquelas pessoas dependuradas em cadeirinhas de escalada. Não cantam, não dançam, são nonsense. Dizem que são seguidores do La fura dels baus. DU-VI-DO que cheguem à unha do pé do grupo catalão.
Ontem fui vítima do Terça Insana, que tem levado multidões ao Bar Avenida, em Pinheiros. Tirando a Ilana Kaplan (em excelente representação de Roberto Justus e de uma modelo crespinha cujo sonho é ter uma escova definitiva) e a Graziela Moretto, o resto é lixo. E, assim como a platéia encharcada em álcool do Tom Brasil, todos riem de tudo. Patético.
Ontem fui vítima do Terça Insana, que tem levado multidões ao Bar Avenida, em Pinheiros. Tirando a Ilana Kaplan (em excelente representação de Roberto Justus e de uma modelo crespinha cujo sonho é ter uma escova definitiva) e a Graziela Moretto, o resto é lixo. E, assim como a platéia encharcada em álcool do Tom Brasil, todos riem de tudo. Patético.
Da série - Homens feios que eu acho um tesão II
Quando jovenzinha, não pregava fotos de modelos ou atores gatos na agenda, mas de Gilberto Braga, este dramaturgo carequinha e sem graça. Só ele é capaz de me fazer desistir de ir ao cinema para ficar em casa vendo novelas. Homem de bom gosto, fino, culto e discreto. Só não catava porque sei que da fruta que eu gosto ele engole até o caroço.
Quando jovenzinha, não pregava fotos de modelos ou atores gatos na agenda, mas de Gilberto Braga, este dramaturgo carequinha e sem graça. Só ele é capaz de me fazer desistir de ir ao cinema para ficar em casa vendo novelas. Homem de bom gosto, fino, culto e discreto. Só não catava porque sei que da fruta que eu gosto ele engole até o caroço.
About last night
Namos preparou uma moqueca caprichada na casa de uma amiga, que estava recebendo aquele fulano que nós, crianças de colo na década de 80, nem sabemos quem é: Ian McCulloch, do Echo & The Bunnymen. Decadente ou não ele ainda tem a aura que se espera de um roqueiro. Descabelado, óculos enormes e roupas cuidadosamente desalinhadas. Mas para mim a noite foi do Supla, que não arredou o pé da cozinha conversando comigo e Josi. Igualmente desgrenhado, de roupa estranha e All Star vermelho, ele contou porque decidiu se envolver na campanha da mamãe, o que sentiu com a separação dos pais, quantos anos tem sua nova namoradinha e outras coisinhas inúteis que fazem um jantar ser muito divertido.
Papito e namos batem papo ao pé do fogão
Serviço:
IAN McCULLOCH
Onde: DirecTV Music Hall (av. Jamaris, 213, Moema, SP)
Quando: 22 de julho, às 21h30
Quanto: R$ 50 a R$ 100
Informações: 0/xx/11/6846-6040
Namos preparou uma moqueca caprichada na casa de uma amiga, que estava recebendo aquele fulano que nós, crianças de colo na década de 80, nem sabemos quem é: Ian McCulloch, do Echo & The Bunnymen. Decadente ou não ele ainda tem a aura que se espera de um roqueiro. Descabelado, óculos enormes e roupas cuidadosamente desalinhadas. Mas para mim a noite foi do Supla, que não arredou o pé da cozinha conversando comigo e Josi. Igualmente desgrenhado, de roupa estranha e All Star vermelho, ele contou porque decidiu se envolver na campanha da mamãe, o que sentiu com a separação dos pais, quantos anos tem sua nova namoradinha e outras coisinhas inúteis que fazem um jantar ser muito divertido.
Papito e namos batem papo ao pé do fogão
Serviço:
IAN McCULLOCH
Onde: DirecTV Music Hall (av. Jamaris, 213, Moema, SP)
Quando: 22 de julho, às 21h30
Quanto: R$ 50 a R$ 100
Informações: 0/xx/11/6846-6040
Acabo de ler "Fama & Anonimato", do fantástico jornalista Gay Talese. Como se sabe, ele é um dos expoentes do "novo jornalismo" e, suas reportagens são tão gostosas de ler quanto qualquer boa obra ficcional. Seu mais famoso texto neste livro é a não-entrevista com Frank Sinatra, em que ele conversa com mais de 70 pessoas ligadas ao artista para montar seu perfil durante um resfriado que o tira dos palcos. O lado oculto -e não o auge- de Joe Di Maggio (ex-Yankee e ex-marido de Marylin Monroe), de Joshua Logan (diretor de teatro), Frank Costello (gangster), Peter O´ Toole (ator de "Lawrence da Arábia)e muitos outros famosos também são revelados. Mas é contando o dia-a-dia de anônimos que Talese mostra seu talento. Acompanha-se a trajetória dos operários que construíram as maiores pontes dos EUA, dos que vagam sem rumo pelas ruas de NY e alguns outros que fazem girar o país. Talese é capaz de escutá-los, conviver, ser um igual e, ao mesmo tempo, ter um arguto olhar externo. Não é nem condescente nem ferino. Um jornalismo perfeito e raro.
PS: Leia a entrevista-perfil da Monica Bergamo com o Favre. Sentou-se com ele num escritório do PT (por exigência dele) e disparou perguntas afiadas, recebendo respostas idem. Jornal no ataque, entrevistado na defensiva. Termina-se sem que o verdadeiro e autêntico 'primeiro-damo' tenha aflorado.. seja em suas qualidades, seja em seus defeitos.
PS: Leia a entrevista-perfil da Monica Bergamo com o Favre. Sentou-se com ele num escritório do PT (por exigência dele) e disparou perguntas afiadas, recebendo respostas idem. Jornal no ataque, entrevistado na defensiva. Termina-se sem que o verdadeiro e autêntico 'primeiro-damo' tenha aflorado.. seja em suas qualidades, seja em seus defeitos.
Hoje os céus não queriam que eu malhasse. Acordei cedinho para ir à USP e estava chovendo. Então, resolvi correr na Reebok . Cheguei e a academia estava às escuras, funcionando mal e mal com um gerador. Esperei um pouquinho, rezando para continuar assim e eu poder voltar para caminha que é lugar quente. 1 a 0 para Deus, que fez vir a luz.
Cheguei da corrida ontem eu fui preparar um franguinho com iogurte e ervas, que aprendi no programa da Nigella na GNT. Ela é uma colunista bonitona do NYT e engraçadinha. O programa é super bem editado e descontraído. O tema era um jantar rápido para amigos no meio da semana. Além do frango ela preparou couscous marroquino com grão-de-bico em lata (!!!) e um pudim vapt-vupt de chocolate amargo.
Para fazer: Marine o frango em azeite, sal, pimenta-d0-reino e sal. Pique finamente várias ervas (hortelã, coentro, cebolinha) e misture com iogurte natural, sal e um pouquinho de pimenta (não use desnatado porque ele é muito ralo). Grelhe o frango e sirva junto o molhinho de iogurte.
Para fazer: Marine o frango em azeite, sal, pimenta-d0-reino e sal. Pique finamente várias ervas (hortelã, coentro, cebolinha) e misture com iogurte natural, sal e um pouquinho de pimenta (não use desnatado porque ele é muito ralo). Grelhe o frango e sirva junto o molhinho de iogurte.
Sentiram faltam de mim? Nas últimas 24 horas, eu:
Passei MUITO mal com um peixe que comi num restaurante vagabundo.
Passei MUITO mal com os 11,2 km que corri sob chicote do Marcos Paulo.
Fiquei em casa, não fui trabalhar, e aproveitei para ir cortar cabelo no Walldo e fazer unha com a Márcia, que não via desde que os troquei pelo Marcelle´s.
Fui entrevistada por um pesquisador do IBGE sobre mercado de trabalho. E não é que eles existem mesmo? Mas, fiquei muito decepcionada ao ver que eles usam um moderno palmtop em vez de formulários extensos e amarfanhados.
Almocei em trapos (moletom, tênis, sem chapinha ou mesmo um banho) num restaurante cheio de peruas ricas da Daslu.
Da série - Homens feios que eu acho um tesão
Ganha dispurado o Geraldo Alckmin. Se algum dia eu já pensei em perfil para marido este homem é o nosso governador. E, nada tem a ver com o fato de ele ocupar o mais alto cargo executivo do estado. Mas, acho um charme sua formação em medicina, o jeito clamo de falar, os lábios finos, o nariz grande e as entradinhas. Mr. Alckmin é primeiro lugar na minha lista porque é sério, casado e monogâmico. E, podem dizer que ele é um ser passivo e zero à esquerda. Em marido, isso é qualidade.
Ganha dispurado o Geraldo Alckmin. Se algum dia eu já pensei em perfil para marido este homem é o nosso governador. E, nada tem a ver com o fato de ele ocupar o mais alto cargo executivo do estado. Mas, acho um charme sua formação em medicina, o jeito clamo de falar, os lábios finos, o nariz grande e as entradinhas. Mr. Alckmin é primeiro lugar na minha lista porque é sério, casado e monogâmico. E, podem dizer que ele é um ser passivo e zero à esquerda. Em marido, isso é qualidade.
Da série - "Atores que amo" I
Marlon Brando em "A Streetcar Named Desire":
Daniel Auteuil em "Une Femme Française" e O Closet"
Jeremy Irons em "Madame Butterfly"
Marlon Brando em "A Streetcar Named Desire":
Daniel Auteuil em "Une Femme Française" e O Closet"
Jeremy Irons em "Madame Butterfly"
Estou fudidíssima. Sou daquelas editoras que se gabam de não saber cortar imagem e, que nunca teve problemas com isso. Mas, de tanto reclamar que não sei mexer, meu chefe legal resolveu me pagar um curso de Macromedia. Durante 4 mesinhos (toda terça e quinta, de 19h às 22h) vou grudar a bunda na cadeira do Senac. Eu não mereço.
Ando fazendo fisio numa clínica ali na Vila Nova Conceição que achei no livrinho do convênio. É cheio de velhinhas simpáticas e entrevadas que comem bolo, tomam café e contam a vida inteira para as estagiárias. Quando me vêem de quatro na maca, sorriem e dizerm: "num posso desanimar, né? Olha quanta gente jovem tá aqui também". Eu ainda não entendi o sentido do meu tratamento. Cheguei com dores na cervical e só me mandam fazer exercício com as pernas. Af.
Estou MUITO feliz de saber que meu namorado, quando jovem, comeu a Tata, minha cineasta predileta. Se fosse até hoje, juro que não me importava.
Vi ontem o "Goya", do espanhol Carlos Saura. Mala, mala e mala, o filme mostra os últimos momentos do pintor numa casa em Bordeaux, onde está exilado. Velho e doente, ele passa os dias delirando e conversando com sua filha adolescente. Relembra a invasão espanhola, sua amante Cayetana (modelo de sua afamada maja vestida e desnuda) e os tempos em que era pintor da corte. Se há um motivo para ver o filme, é Vittorio Storaro, seu companheiro diretor de fotografia que é realmente esplêndido. Mas, se ele se dispusesse a fazer uma biografia convencional, os espectadores teriam ficado mais contentes.
La Maja Vestida
La Maja Desnuda
La Maja Vestida
La Maja Desnuda
Ainda estou tentando me curar daquela doença que faz com que eu gaste quase o dobro do meu salário por mês. Nas semanas em que há feriado e lojas fechadas é sempre mais fácil. Mas, sábado tive um acesso incontrolável depois de correr e pedalar horrores na USP. Fui naquele brechó que todo mundo gosta, o Minha Avó Tinha. Não tenho paciência para garimpar, eu quero mais é Oscar Freire. Decepcionada, saí de lá com as mãos abanando. Convenci o namorado a me levar no Q-Bazar do Jóquei. Tudo feio. Acabei só levando mais meia dúzia de calcinhas e camisetes da Puket (que eu poderia ter comprado em qualquer lugar) e um moletom da Hotgirls. Sim, eu agora sou uma pessoa que usa tênis, moletom e camiseta alternando com scarpins de oncinha, claro.
"Histórias Mínimas" já diz tudo no próprio nome. Serão contados causos de pessoas (e eles não são atores) que vivem em Fitz Roy, na longíqua patagônia argentina. Um velho em busca de seu cachorro, uma jovem humilde que participa de um sorteio na TV e um representante comercial que pretende dar um bolo de aniversário ao filho(a) de uma cliente.
Os três partem para San Julián com seus pequenos problemas. Cada um busca um prêmio, seja ele o amor, uma multiprocessadora ou o perdão de um ser querido. Em algum momento, vão se cruzar. Uns serão felizes, outros menos. Todos eles, humanos que buscam no mundo uma redenção, uma alegria para suas vidas vazias e desérticas. ***
Histórias Mínimas
Direção: Carlos Sorín
Produção: Argentina/Espanha, 2002
Com: Javier Lombardo e Javiera Bravo
Onde: no péssim HSBC Belas Artes
Os três partem para San Julián com seus pequenos problemas. Cada um busca um prêmio, seja ele o amor, uma multiprocessadora ou o perdão de um ser querido. Em algum momento, vão se cruzar. Uns serão felizes, outros menos. Todos eles, humanos que buscam no mundo uma redenção, uma alegria para suas vidas vazias e desérticas. ***
Histórias Mínimas
Direção: Carlos Sorín
Produção: Argentina/Espanha, 2002
Com: Javier Lombardo e Javiera Bravo
Onde: no péssim HSBC Belas Artes
I´m proud of me. Mesmo depois de ter saído para jantar bem tarde e comido horrores no Figueira (torradinha de foie gras, presunto pata negra, cogumelos com pignoli e pargo no sal grosso), eu consegui acordar às 9h e ir começar o treinamento no Marcos Paulo. Corri 5 km em 30 minutos com uma pulsação inacreditavelmente alta (180 em média) e pedalei 12 km. Pouquíssimo, frente aos coleguinhas. Mas, tá bom para mim que nem me importei em acabar com a chapinha sob torrencial chuva na USP.
Passei a infância lendo livros e não quadrinhos da Marvel. Portanto, Homem Aranha não sigfnifica nada pra mim. Mas, se tem um herói pelo qual não tenho o mínimo respeito, é ele. Tenho pavor destes homens aparvalhados, em crise existencial e para quem tudo dá errado. Quanto ao filme, é bem-feito, é bacana e convincente. Mas, não me peça para ficar duas horas vendo um homem que voa enfrentando um cientista-polvo. Não é pra mim.
Tive hoje minha consultinha com o Marcos Paulo, o tal da assessoria esportiva. Carioca, 'do bem' e atencioso. Curti o cara. Montou uma planilha para as 'minhas necessidades' em mais de uma hora de conversa. Neste momento ele sabe o que bebo, consumo, quanto fico no trabalho, quantas vezes vejo meu namorado e se não arrumei a cama. Se eu conseguir fazer tudo que ele planejou, eu vou acreditar em milagres:
segunda-feira:
13:15 - 14:15 Natação Reebok Renatinha
terça-feira:
19:30 - 21:00 Corrida Ibirapuera MP
quarta-feira:
13:15 - 14:15 Natação Reebok Renatinha
quinta-feira:
19:00 - 20:30 Corrida Ibirapuera MP
sexta-feira:
20:00 - 22:00 Localizada + corrida Reebok
Sábado:
10:00 - 11:15 Corrida USP
11:30 - 13:00 Ciclismo USP MP / Fabio
segunda-feira:
13:15 - 14:15 Natação Reebok Renatinha
terça-feira:
19:30 - 21:00 Corrida Ibirapuera MP
quarta-feira:
13:15 - 14:15 Natação Reebok Renatinha
quinta-feira:
19:00 - 20:30 Corrida Ibirapuera MP
sexta-feira:
20:00 - 22:00 Localizada + corrida Reebok
Sábado:
10:00 - 11:15 Corrida USP
11:30 - 13:00 Ciclismo USP MP / Fabio
Blog sobre cinema da Bel Bechara, aquela moçoila cult que fazia a mesma facu que nóis, e hoje é cineasta junto com o namorado Sandro Serpa. Aliás, todo mundo sabia que eles seriam cineastas. Não faziam nada além de ficarem namorando na rede e fumando maconha: Curral Cine - Blog da Vaquinha Eugenia
Mal posso sair de casa e já quero comprar uma roupa, sapato ou bolsa nova. Quebrei cartão de crédito, coloquei o talão de cheques no fundo do baú, mas nada. Sábado fui com namorado almoçar no Villa Lina, em Santana. Logo me lembrei da óooootima Jorge Alex, que é ali pertinho. Saí de lá com um scarpin de oncinha ma-ra-vi-lho-so (agora eu sou definitivamente uma peruinha) e outro vermelho. Domingo fui à missa das 12h e pedi a Deus que me dê mais controle sobre a vida e o cartão de crédito. Não gastei dinheiro, fui ao cinema (R$ 13) e não comprei nenhum CD na Neto Discos, livro no sebo ou colarzinho do camelô. Segunda-feira, ainda antes do café-da-manhã, o ataque veio repentinamente. Tomei banho, vesti-me toda de preto by Ellus, scarpin de oncinha, jaqueta de veludo Glória Coelho e rumei para a Emporio Naka, onde comprei uma bolsa marrom para combinar com um calça nova que minha sogra me deu. Eu estou doente, muito doente.
Eu odeio ir ao cinema com a Kelly. Ela não pára de se mexer na cadeira e, se não gosta, olha as horas de 20 em 20 minutos no celular, iluminando metade da sala. Também não é permitido mostrar emoções contrárias às dela. Foi assim com o fofo "Yossi & Jagger - Delicada Relação", que fomos ver no sábado. O filme conta a história real de dois oficiais israelenses. Um é o comandante, o outro, seu subordinado. Vivem um história de amor em meio à guerra e, o mais efeminado deles (Jaegger) acaba morrendo no final, como num "maldito filme americano". Bom, eu chorei e ela me ridicularizou.
"Filme de Amor" do Bressane é um dos filmes brasileiros mais ridículos dos últimos tempos. Com trinta anos de atraso, ele faz um tedioso exemplar da nouvelle vague. O texto é péssimo, pretensamente intelectual e os atores fracos, fracos. Não é como em Rohmer ou Godard, em que atores são extremamente convicentes ao recitarem trechos de Pascal, discutirem sobre filosofia, política e literatura enquanto esfregam o próprio sexo ou o do vizinho. Pois Bressane não foi bom nem de discurso nem de penetração. O prêmio FILME MALA DO ANO é dele e ninguém tira. **
EX NÚMERO 145690 - da série "Os marcantes"
Ontem fui com namorado e Albano ao niver do Bassani, um ex. Conheci-o no Litoral 2000, uma prova do EMA. Cheguei esbaforida na noite anterior ao início das provas e me sentei do lado dele durante a coletiva. Diz ele que eu dei bola, encostando minha perna na dele. Não dei, tenho lá eu culpa que as pernas dele eram grossas e ocupavam muito espaço? Mas claro que notei aquele quarentão sarado com blusa megaultraazul do IG, onde ele era editor. Solícito, respondia todas as minhas dúvidas sobre o que diabos era corrida de aventura. Embora eu estivesse frilando para o concorrente, não desgrudamos mais. Tanto é que a louca da Renata Falzoni perguntava se não íamos beijar logo, o que só aconteceu depois que as provas acabaram.
Bassani era o homem-gelo que me buscava de moto bagunçando minha chapinha, me levava em cantinas baratas mas decentes em Pinheiros, só tomava vinho italiano e não se importava nem um pouco com meus xiliques. Eu queria namorar sério, conhecer o sogro, lavar as cuecas dele, mas nada. Impassível e misterioso, viajava 15 dias para o Rally dos Sertões sem me ligar, ficava no hospital com o pai, descia todos os fins de semana para Cambury. Eu pensava: ele tem outra. E ligava no sábado à noite. A mãe atendia, passava para ele. Sábado a noite, ele em casa!! Poxa, ser trocada por outra eu entendo. Ser trocada por nada? Aí eu não aguento.
Mas quando chegava, como resistir? Eu, chorosa, queria acabar tudo, nunca mais ver aquele homem que me fazia sofrer. Como resistir? Praia faz bem aos homens, mais ainda ao Bassa. Inclusive, homens, larguem suas mulheres e dêem uma corrida na praia. Voltarão mais magros, bronzeados, bunda branquinha... adoro...
Bom, então desistimos, voltamos, enrolamos, desistimos por um par de meses. Aí, "bola pra frente que atrás vem gente" e "homem é que nem biscoito, vai um e vem dezoito".
Ontem fui com namorado e Albano ao niver do Bassani, um ex. Conheci-o no Litoral 2000, uma prova do EMA. Cheguei esbaforida na noite anterior ao início das provas e me sentei do lado dele durante a coletiva. Diz ele que eu dei bola, encostando minha perna na dele. Não dei, tenho lá eu culpa que as pernas dele eram grossas e ocupavam muito espaço? Mas claro que notei aquele quarentão sarado com blusa megaultraazul do IG, onde ele era editor. Solícito, respondia todas as minhas dúvidas sobre o que diabos era corrida de aventura. Embora eu estivesse frilando para o concorrente, não desgrudamos mais. Tanto é que a louca da Renata Falzoni perguntava se não íamos beijar logo, o que só aconteceu depois que as provas acabaram.
Bassani era o homem-gelo que me buscava de moto bagunçando minha chapinha, me levava em cantinas baratas mas decentes em Pinheiros, só tomava vinho italiano e não se importava nem um pouco com meus xiliques. Eu queria namorar sério, conhecer o sogro, lavar as cuecas dele, mas nada. Impassível e misterioso, viajava 15 dias para o Rally dos Sertões sem me ligar, ficava no hospital com o pai, descia todos os fins de semana para Cambury. Eu pensava: ele tem outra. E ligava no sábado à noite. A mãe atendia, passava para ele. Sábado a noite, ele em casa!! Poxa, ser trocada por outra eu entendo. Ser trocada por nada? Aí eu não aguento.
Mas quando chegava, como resistir? Eu, chorosa, queria acabar tudo, nunca mais ver aquele homem que me fazia sofrer. Como resistir? Praia faz bem aos homens, mais ainda ao Bassa. Inclusive, homens, larguem suas mulheres e dêem uma corrida na praia. Voltarão mais magros, bronzeados, bunda branquinha... adoro...
Bom, então desistimos, voltamos, enrolamos, desistimos por um par de meses. Aí, "bola pra frente que atrás vem gente" e "homem é que nem biscoito, vai um e vem dezoito".
Olho no espelho e não gosto do que vejo. Um rosto marcado pelas espinhas que estourei, a cabeça precisando se concentrar. Ao meu lado, uma pilha de livros que comecei e abandonei. Estou cansada de ter dor nas costas, de fazer contas das quinquilharias que comprei. Acho que preciso ir à missa, ligar para minha mãe, ser básica, mas marcar uma limpeza de pele antes.
Quinta-feira é dia de barba, cabelo e bigode. No meu caso, literalmente. Isso que dá ser cabeluda. Pior ainda é não perguntar o preço antes e pagar R$ 56 por sobrancelha + depilação de buço e queixo no Jacques & Janine.
Minhas artérias coronárias não estão obstruídas
Por que as mulheres vão tanto a médicos, laboratórios, hospitais e afins? Inclusive deve ser por isso que vivemos mais tempo. Hoje fui ao Delboni fazer um teste ergométrico, aquele em que você fica correndo esbaforida numa esteira, com o corpo coberto por eletrodos . O cardiologista era simpático, gordinho e não parava de olhar para os meus peitos. Conversou, perguntou, disse que adorava o jornalismo, os mineiros etc. etc. etc.. Pelo menos me distraiu nos 12 minutos em que corri numa pésssima esteira duranga. No final, diagnóstico ótimo, é claro.
Para que eu queria este exame? Acredite se quiser, eu vou fazer treinamento de corrida na MPR Assessoria Esportiva. Vamos ver até quando esta minha fase vai durar.
Por que as mulheres vão tanto a médicos, laboratórios, hospitais e afins? Inclusive deve ser por isso que vivemos mais tempo. Hoje fui ao Delboni fazer um teste ergométrico, aquele em que você fica correndo esbaforida numa esteira, com o corpo coberto por eletrodos . O cardiologista era simpático, gordinho e não parava de olhar para os meus peitos. Conversou, perguntou, disse que adorava o jornalismo, os mineiros etc. etc. etc.. Pelo menos me distraiu nos 12 minutos em que corri numa pésssima esteira duranga. No final, diagnóstico ótimo, é claro.
Para que eu queria este exame? Acredite se quiser, eu vou fazer treinamento de corrida na MPR Assessoria Esportiva. Vamos ver até quando esta minha fase vai durar.
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